Apenas mais um blog,igual a/e tão mau como tantos outros...Mas este é o meu!
Qualquer conspiração/opinião/transmissão aqui presente poderá ser pura ficção.
Não acreditem em tudo...
As opiniões e textos são praticamente todos meus, minha opinião, minha vida e só acredita quem quer!
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domingo, 16 de fevereiro de 2014

Garinas...

Qualquer semelhança entre o pragmatismo dos homens e as indefinições das mulheres exibido em horário nobre na SIC, e a vida real é pura coincidência, certo? 

Não faltam por aí, seguramente, pessoas mais conhecedoras do que eu do insondável universo feminino para poder dar uma opinião mais avalizada que a minha. 

Contudo, e para finalizar, apetecia-me apenas perguntar: 
Mas afinal, o que é que elas querem?? 






If I say I don't need anyone
I can say these things to you
'cause
I can turn on anyone
Just like I've turned on you
I've got a tongue like a razor
A sweet switchblade knife
And I can do you favors
But then you'll do whatever I like
Here I am
And you're a Rocket Queen
I might be a little young
But honey I ain't naive
Here I am
And you're a Rocket Queen oh yeah
I might be too much
But honey you're a bit obscene
I've seen everything imaginable
Pass before these eyes
I've had everything that's tangible
Honey you'd be surprised
I'm a sexual innuendo
In this burned out paradise
If you turn me on to anything
You better turn me on tonight
Here I am
And you're a Rocket Queen
I might be a little young
But honey I ain't naive
Here I am
And you're a Rocket Queen oh yeah
I might be too much
But honey you're a bit obscene
I see you standing
Standing on your own
It's such a lonely place for you
For you to be
If you need a shoulder
Or if you need a friend
I'll be here standing
Until the bitter end
No one needs the sorrow
No one needs the pain
I hate to see you
Walking out there
Out in the rain
So don't chastise me
Or think I, I mean you harm
Or those that take you
Leave you strung out
Much too far
Baby, yeah
Don't ever leave me
Say you'll always be there
All I ever wanted
Was for you
To know that I care

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Balanço(s)...

Devemos preferir o verdadeiro inferno a um falso paraíso... 

"Only the tame birds have a longing. The wild ones fly."

Daniel Gildenlöw



Primeiro blog do ano...inspiração redobrada. Apenas elementos soltos que todos juntos formarão um quase...
Segue a escrita....
É da natureza do ser humano ser algo limitado na sua capacidade de visão crítica de algumas coisas que não lhe são "queridas"... 
Talvez alguns de nós tenham esse discernimento mais desenvolvido do que outros, não faço a mínima ideia... 
O que eu sei é que sou muito bom a encontrar "defeitos" nas coisas e admito: isso costuma deixar-me aborrecido. 
Tenho quase a certeza absoluta de que quando eu for mais velho, vou ser um daqueles velhotes chatos e rezingão que vai reclamar de tudo. 

Geralmente os meus "fantasmas" pessoais costumavam-me atacar sem períodos certos desde há alguns anos. 
Mas este ultimo ano, um ano que poderia ser considerado "maléfico" e inclusive terrível para mim, e para os que ainda me rodeavam, acabou por ser um ano calmo e extremamente generoso no campo pessoal, mesmo que no campo profissional cada vez mais eu trema, o que já nem me assusta nada, o que depreendo que é apenas mais uma "conspiração" para me surpreender... 

Não tem existido "fantasmas"...e sei que aos poucos eles se vão. 
Perfeitamente normal...o passado rege também o futuro, é realmente este um ponto que eu creio que deveríamos seguir. 
Erros do passado ajudam no presente, mas não nos indicam o futuro... 

Anteriormente eu estranhava este tipo de coisa... coincidências chamam-lhes. 
Cepticismo...e eu era crente e praticante. 
Hoje, o que eu estranho é conseguir percebê-las "se as juntar aos poucos" como que para construir algo. Por outro lado, talvez eu esteja apenas a ser muito imaginativo como sempre creio ter sido e gosto de ser. 

Analisando de forma mais fria, devo estar apenas um pouco afectado pelas mudanças eminentes (e desejadas) à minha frente... 
Reconheço que algumas certamente não passam de meros efeitos colaterais das minhas iniciativas mas, na maioria, acho que são efeitos do próprio acaso. 

Alguns preferem chamar este tipo de coisa de "sina", "destino", "karma"... ou apenas meras coincidências mesmo. 
É sempre bom quando nos sentimos também algo de bom, ao cruzar o caminho de alguém... 

Quando desisti de lutar contra a maré e passei a deixar-me levar pelos efeitos deste tipo de coincidências, sem nenhuns planos prévios, as mudanças na minha vida começaram a acontecer em ritmo exponencial e gradual... até tentei pisar um pouco o travão para tentar situar-me, entender a situação, mas é sempre difícil perceber o que o futuro nos reserva para que possamos almejar, e controlar o que queremos na vida. 
Não sou diferente de ninguém, tenho planos e já fiz a minha cota parte neste mundo, mas ... anseia-se sempre por mais, e ainda bem! 

No campo profissional, esta teoria deu certo a tal ponto que até agora tenho dificuldades em acreditar faço certas coisas, o que me obriga a "segurar um pouco" a corda, como eu disse, para me tentar situar...e aguentar! 

Já pensei em jogar de novo, e arriscar, mas é difícil... 

É o que tenho feito desde de que concluí há algum tempo atrás, quando tive a "coragem" de me divorciar e até separar, que já não tinha mais nada a perder, via um quase total e absoluto fracasso com relação a alguns dos objectivos que tinha desde a infância, desiludido com tudo o que tentei construir, sentindo-me até desiludido em relação a tudo o que me fizeram, traído por alguns dos valores em que acreditava e sempre com o peso de que ao desfazer-me da minha "vida" podia estar a levar outras comigo para o ralo.
Tenho um filho no qual penso sempre, e é por ele que muitas vezes travo situações que me vão surgindo...
Mas pior será um dia sentir que o uso como "defesa pessoal" para cá não chegar ninguém... 


Abraçar as oportunidades às cegas sem saber no que isso iria dar... deu no que deu. 
Não me arrependo em nada... 
Até me sinto bem melhor...cada vez mais. 

Talvez não passe de um homem solitário que chegou a estar perdido num mundo frio, há algum tempo, conformado de que não havia nesse mundo, ninguém como eu e que isso não me tornava mais especial ... 
Talvez me viesse a tornar uma aberração...ou ainda venha. 
Talvez por isso eu, durante algum período de tempo tenha optado pela "solidão", mesmo que hoje sinta que reprimia algumas das minhas emoções, ao invés de lutar por outra "ilusão" no campo afectivo. 

Tratar uma mulher como mero objecto é o supra-sumo do que se pode apelidar de comportamento pobre. 
Quase todos os homens gostam de mulheres. 
É inevitável, faz parte da natureza masculina... 
Só que para isso, acho que temos de aprender a reconhecer o que cada uma tem de especial. 
Todas as mulheres têm seus encantos próprios, pessoais e únicos. 
Saber reconhecer e admirar esses encantos é saber desfrutar da verdadeira beleza de cada uma. 
Deixar que isso surja de forma natural, sem anseios de qualquer tipo é algo de bom... 

Hoje estou bem...quem me vai conhecendo percebe isso. 
Voltarei a reconhecer ainda mais encantos... 


Queria saber até onde posso ir
Queria conhecer os teus olhos e o teu sorrir
Aprender contigo aquilo que não sei
Perguntar como amigo o que nunca perguntei
E saber se existe amor entre nós
Não quero ser, não sou capaz
De ser mentira e aliás toda a verdade é que não sei até onde posso ir

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Prepotência...

Eu próprio creio ser arrogante, mas como o afirmo regularmente, está bem medida essa minha arrogância! Ainda assim consigo falar de forma civilizada com a maioria das pessoas,seja de forma virtual ou real...
E sem isso, a minha pseudo-humanidade nem sempre evolui: não há trocas de ideias, nem aprendizagem mútua. 
Estive a ler faz poucos dias, algo sobre alguns princípios religiosos de algumas religiões e li algo sobre os Hindus. 
Lá na Índia, é bastante usual uma pessoa sentir-se bem a falar sobre seus valores, explicar sobre as coisas que acredita, sobre seus princípios e eles, por sinal são muito curiosos quanto aos valores e princípios uns dos outros... princípios de cada um, respeitados, admirados e principalmente, compreendidos. 
Aqui, neste lado do mundo "virtual", o que normalmente mais vale é o individualismo, o orgulho próprio e outras coisas parecidas... 
Ao contrário da Índia, aqui o que mais conta é a aparência das coisas... a todo e qualquer custo. 
Deve ser uma forma de não se sentir tão ineficaz perante o facto de que "sozinhos", nada se pode fazer para de facto ser o que realmente se deseja. 
Assim, com pouco sentido, como que numa luta pela sobrevivência, apelamos para uma "agressividade" sem lógica, gratuita... muitas vezes para nos mostrar-mos... numa ânsia de pareceremos ser mais do que somos, porém, esse efeito é normalmente momentâneo e normalmente traz alguns efeitos contrários e muito mais avassaladores a longo prazo. 
Poderia ser conotada com a Ignorância, mas isso teria de ser tudo descrito de uma forma mais abrangente...
E sinceramente....não tenho muita vontade.
"And I'm holding on tight
To a world gone astray
As they charge me for years
I can no longer pay"





When The Crowds Are Gone.

I don't know where the years have gone

Memories can only last so long
Like faded photographs, forgotten songs
And the things I never knew
When the skin is thin, the heart shows through
Please believe me what I tell you is true

Where's the light, turn then on again
One more night to believe and then
Another note for my requiem
A memory to carry on
The story's over when the crowds are gone

All my friends have been crucified
They made life a long suicide true
Guess we never figured out the rules
But I'm still alive and my fingers feel
I'm gonna play on till the final reel's through
And read the credits from a different view

Where's the lights, turn them on again
One more night to believe and then
Another note for my requiem
A memory to carry on
The story's over when the crowds are gone

When the crowds are gone
And I'm all alone
Playing the saddest song
Now that the lights are gone
Turn them on again
One more time for me my friend
Turn them on again

I never wanted to know
Never wanted to see
I wasted my time till time wasted me
Never wanted to go
Always wanted to stay
Cause the persons I am are the parts that I play
So I plot and I plan
Hope and I scheme
To the lure of a night
Filled with unfinished dreams
And I'm holding on tight
To a world gone astray
As they charge me for years
I can no longer pay

And the lights
Turn them off my friend
And the ghosts
Well just let them in
Cause in the dark
It's easier to see

domingo, 14 de outubro de 2012

Interlúdio pessoal...

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe."
(Oscar Wilde



Tem dias em que fico absorvido pelo tédio...e dão nisto.

Mais umas letras rabiscadas sem saber muito bem o que vai daqui sair... 

Não escondo que gosto de escrever sobre mim, afinal vejo estas tretas dos blogs quase como um confessionário daqueles do Big Brother. 
Só não acho que seja um Zé Maria e muito menos tenho paixão por galinhas! 
Nos últimos dias, algumas ideias díspares e pensamentos nefastos povoaram-me a cabeça...ideias que nunca pensei que voltassem ou pudessem sequer atazanar-me. 
Rotulei-me a mim próprio de tapado e ceguinho, por algo que creio muitos se aperceberam menos eu... 
Analisei as coisas a quente, e senti-me não o ferido, mas o agressor! 
E não gosto nem de um sentimento nem de outro! 
Não que me arrependa de algo, pois como já disse há tempos atrás, num meu balanço pessoal, sou muito bom a encontrar defeitos, e por vezes onde nem sequer os há mas isso não me impede de por vezes atingir determinados fins,sejam eles bons ou maus... 
Sempre me tive como uma pessoa fria, mas talvez no fundo não o seja afinal! 
 
Saliento, que não me arrependo, que talvez fizesse uma coisa ou duas de outra forma, mas creio que o caminho que palmilharia seria igual, apenas seria mais tortuoso. 
Hoje sei que estou bem, me sinto bem e que ainda quero mais...e talvez de outra forma eu não soubesse isso! 
Tocando agora o trâmite virtual da coisa... 
Nunca quis sequer interferir nos destinos traçados. 
Tento ser o mesmo, brincalhão, responsável, com a minha dose de humildade bem medida...mas sei que não sou perfeito, e por vezes duvido até da minha sensatez e normalidade! 
Cada um de nós é um simples BIG Mac para a maioria, mas pode muito bem ser um belo de um bife do lombo para outros! 
Nos ultimos tempos tenho andado cada vez mais away desta coisa...perco-me mais pelos jogos,  pelo facebook,etc e que sempre foram a minha principal forma de passar tempo. 
Não passo mais tempo com o que queria, porque geograficamente não consigo estar mais perto... 
A algumas pessoas que virtualmente conheci, tenho-as no coração e em mim. 
Tenho feito bons amigos, posso chamar-lhes assim. 
E assim quero que continuem a ser, estejam ou não nesta treta de listas virtuais, em que apenas mostra um quadradinho de 2x2 cms. 

Lembrem-se...os espelhos mostram sempre a verdade! 

Agora, para todos os que lerem...se tiverem algo a dizer, seja lá em que situação for, digam-no! Acho que cada vez menos alguém deambula por aqui

Agora...o momento musical! Adoro esta canção...é realmente das minhas preferidas...



The time is close now, the end is near
My walk through the valley, trails of fear
I feel empty, my penance overdue, I guess it's too late now
To be with you
I'm extremely frightened of what will surely be
I sold myself, the death of me
I know you can't forgive me
I know I'm on my own, I've betrayed you
I walk alone

What exactly is the meaning of this
Just pawns in your twisted game
Severe pain for the lie I'm livin'
For a love I never could betray

Bridge
Question me not say the lord unto thee
You have chosen your own fate and your own destiny
Denied of this life is what you are to be
You have chosen your own fate and your own destiny

Lord I pound my fists at you
Won't you just let me die
Would I not suffer enough
No inner peace no after life

Repeat Bridge

I did what I thought was right
All for the love of my life
I know it's sad but true
Something is very wrong
Condemned to suffer so long
For a love so true

The question that lies within
Is so hard to understand
It still tears at me
And in my dying breath
My heart holds no regrets
I wouldn't change a thing

My spirit begins to rise into the heavenly skies
Just to be shunned away by you
Now all I want is to die, no streets of gold in the sky
And I wash my hands of you

Bridge
Rising to the heavens light
Just to plea for death
Just to be denied

(I know you can't forgive me
I know I'm on my own
I know I've betrayed you
You know I walk alone
I want trails of fear
I pound my fists at you
I shunned away by you
I wash my hands of you
I won't to let me die...)

Bridge
Rising to the heavens light
Just to plea for death
Just to be denied

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Malvado país...

Infelizmente a paciência para a maioria de vós escutar isto é nula...mas deveriam!!!!


Mais acção e menos inacção...


Menos internet e mais partilha,tertúlia,contestação e divulgação...


Agora...uma breve análise a estas jornadas parlamentares...

Se existir/existisse uma justa regulação da banca por forma a não debitarem despesas inenarráveis (Spreads altos e despesas "formais" fora do contexto eu até poderia desconsiderar essa situação preocupante de pessoas/famílias a entregar as suas casas aos bancos.
Quanto aos salários, eu em 2001 ganhava mais do que ganhava em 2009.Agora ganho ainda bem menos e dependo de que me paguem atempadamente, pois todo e qualquer ramo de comércio é uma roda.Se alguém não pagar a outro alguém a tempo e horas, não se lixa apenas um único raio dessa mesma roda.
O giro é que se não me pagarem não posso ir reclamar ao estado porque não lhes passei recibo algum.Para reclamar e ficar a arder, tenho de pagar iva primeiro de uma coisa que nem sequer recebi.
Tive de pagar Segurança Social para nada poder usufruir dela...
É este o estado do nosso país...
É como mais que um desempregado que me vejo em alguns dias...

O principal factor do nosso país (ainda só) estar assim é mesmo a elevada carga fiscal em praticamente tudo o que é essencial, aliada a uma ainda mais elevada carga com despesas públicas absurdas.
No entanto o que deveria realmente público e gratuito é o que está a ser cortado cada vez mais, a Saúde principalmente...
Faltou a meu ver nestas jornadas parlamentares uma verdadeira intervenção sobre o estado do ensino (NÃO) gratuito.
Estima-se em 40000 as desistências do ensino superior só para este ano...
Andamos a falar e a desperdiçar dinheiro em novas oportunidades...
Quem lá entra sai em poucos meses com o 6º,9º ou o 12º ano...

No entanto o meu filho, com 7 anos terá de fazer exames para passar de ano na 2ª,4ªa 6º e 9º pelo menos.Se reprovar, tem só e apenas de repetir o ano em causa...
Isso dá vontade de quê?
Retirar o meu filho da escola, ensiná-lo eu e dá.lo como desempregado aos 18, para ir para as Novas Oportunidades?
É um país do tira à frente e mete atrás...cada vez mais.

Privatiza-se o que dá lucro, em vez de manter essas mais valias sob a alçada do Estado e a maximizar essas mesmas receitas.
Privatizaram o restante da EDP, e anunciaram com pompa e circunstância de que o estado irá poupar não sei quantos mil milhões, QUE JÁ ESTÃO PAGOS, pagos afinal indevidamente a empresas privadas, que já se levantam a viva voz ao dizer que vão fechar centrais eléctricas...isto percebe-se?
Mas enganem-se os tristes que tenho a certeza de em 2020 já teremos a electricidade bem mais cara do que seria suposto...Essas empresas tem de sobreviver...
Ainda dizem mal das nacionalizações?






Estas Jornadas Parlamentares comprovaram a grave situação em que o país se encontra. O país está sujeito a uma política de recessão económica, de degradação do aparelho produtivo e por isso cresce o desemprego, aumentam as desigualdades e as dificuldades da vida da generalidade dos portugueses.
Só com mais produção, mais salários, mais poder de compra, se criará mais riqueza e mais emprego.
Não há conciliação possível entre a atual política orçamental restritiva e o crescimento económico e o desemprego. Dizem-nos que não há crescimento económico sem consolidação orçamental, quando é exatamente o contrário: não haverá real melhoria das contas públicas sem que haja crescimento económico.
O Conselho Superior de Finanças insiste no reforço do ajustamento pelo corte nas despesas, constatando que até agora isso tem sido feito pelos cortes salariais e não por uma “racionalização do funcionalismo”, ou seja, através de despedimentos na administração pública. Curiosa prioridade para um redundante organismo recém criado e que só este ano vai custar 2 milhões de euros.
Os últimos dias têm sido férteis em amplas campanhas de propaganda nas matérias relativas à União Europeia. É vê-los – os mesmos que estão comprometidos com o afundamento do país, em particular com as imposições europeias que a isso levam – a clamar pelo crescimento económico, assustados que estão com a rejeição pelos povos das políticas “tipo” troika, seja em eleições, seja na contestação popular que se levanta dia após dia.
Mas na verdade, por muito que o pretendam esconder, o que os povos exigiram em eleições e na rua foi uma nova política, não foi um protocolo adicional.
De onde virá o crescimento económico e o emprego se o tratado orçamental, votado por PSD, PS e CDS, impõe restrições orçamentais, de dívida e défice, incompatíveis com as nossas necessidades de crescimento?
De onde virá o crescimento económico e o emprego com a política de alienação da soberania económica e o chamado “governo económico”, ao serviço das maiores potências e dos grandes grupos económicos?
O problema não é a falta de um protocolo adicional; o problema é mesmo o tratado orçamental, o pacto de estabilidade e toda a política neoliberal e monetarista ao nível da União Europeia, aprovada e aplicada por PS, PSD e CDS.
Aos que dizem que é preciso adicionar um protocolo ao tratado orçamental, nós dizemos que o que é preciso é renegociar a dívida.
Assim, a par da apresentação de um novo projeto de resolução sobre a questão, o PCP vai requerer um debate de urgência potestativo sobre a questão da renegociação da dívida, elemento fulcral para a recuperação económica e social do país.
O desemprego que se verifica no distrito de Leiria assume particular gravidade. Fruto das opções políticas de sucessivos governos, a desindustrialização do distrito levou uma acentuada destruição de postos de trabalho. Hoje, estima-se que o desemprego atinja já cerca de 40 mil pessoas, mais de metade sem subsídio, um agravamento de 16%, com particular incidência na, na cerâmica, na construção e obras públicas, no têxtil e na metalurgia.
Da reunião com a União dos Sindicatos de Leiria, onde também participaram as direcções de oito sindicatos, podemos constatar que, além do problema do desemprego, assume particular gravidade o problema dos baixos salários. Na verdade, usando o pretexto da crise, diversas empresas e sectores não actualizaram os salários nos últimos 3 ou 4 anos. A consequência é uma acentuada perda do poder de compra por parte dos trabalhadores do distrito, havendo muitos trabalhadores que apenas recebem o baixíssimo salário mínimo nacional.
Além dos baixos salários e do desemprego, a precariedade agrava, ainda mais, a exploracão dos trabalhadores. Proliferam as empresas de trabalho temporário e a utilização de contratos precários, também na administração pública e a existência de diversas empresas com salários em atraso.
No encontro realizado com a Federação de Agricultores do Distrito de Leiria foi dada nota dos baixos preços dos produtos agrícolas e silvícolas (leite, fruta, madeiras, etc), contrapostos à subida vertiginosa dos preços dos factores de produção. Como resultado temos a difícil situação das explorações agrícolas, a desertificação do mundo rural e a total falta de expectativas dos agricultores, nomeadamente dos mais jovens, no futuro da agricultura. Foram ainda assinalados os graves problemas nas zonas da fruticultura com o fogo bacteriano a dizimar muitos pomares sem que o Governo tenha ainda tomado as medidas necessárias.
Na Associação Comercial e Industrial de Leiria, Batalha e Porto de Mós (ACILIS), os seus dirigentes deram-nos conta das extremas dificuldades dos comerciantes locais - perda de poder de compra, abertura ao domingo e concorrência desleal da grande distribuição, dos problemas do acesso ao crédito e também da continuada falta de apoios sociais aos pequenos empresários que tiveram de fechar as suas empresas. Confirmaram as nossas preocupações com a taxa do IVA na restauração a 23%, a desestruturação das redes regionais de escoamento da produção por acção da grande distribuição e as facilidades dada às mercadorias asiáticas na ocupação do mercado europeu e português, com grande prejuízo para a produção nacional.
O contacto com a Associação dos Armadores/Pescadores da Nazaré confirmou o problema dos elevados custos de produção e dos baixos preços de primeira venda, que atiram a rentabilidade do setor para níveis de inviabilidade. Esta realidade tem reflexos na vida dos pescadores no ativo, que na sua larga maioria não ganham sequer o salário mínimo nacional, mas também daqueles que já se encontram reformados e têm de continuar na pesca para complemento das magras reformas, trabalhando muitas vezes apenas em troca de peixe.
Os pescadores e armadores não hesitam em atribuir, à União Europeia e à política comum de pescas, culpas pela situação difícil em que o setor se encontra.
À difícil situação somam-se as limitações impostas por paragens, quer por necessidades de defeso quer para realização de outras atividades como por exemplo as prospeções. Estas paragens não dão habitualmente lugar a compensação por inibição de atividade. As recentes prospeções de petróleo na costa da região, embora tendo dado lugar a tardias indemnizações por perda de rendimento, não contemplaram a perda de equipamentos o que aconteceu em parte porque os pescadores só tiveram conhecimento da paragem uma semana antes de a mesma ter início. O respeito pelos pescadores e a criação de mecanismos de compensação para fazer face a situações desta natureza, impõem-se.
A empresa de produtos congelados Nigel, fundada em 1958, emprega cerca de 100 trabalhadores, sobretudo com contrato sem termo, tem a sua produção essencialmente direcionada à exportação e regista um volume de negócios anual de cerca de 13 milhões de euros. Embora as exportações aumentem, é de sublinhar a importação de cerca de 70% da matéria-prima. As políticas de destruição da frota pesqueira impedem o recurso ao pescado português e a crescente utilização de peixe espanhol que é posteriormente devolvido ao mercado internacional. Os preços elevados da energia são um fator de encarecimento brutal da produção, bem como os preços dos transportes o que levou à externalização do transporte que era, até há dois anos, garantido pela empresa, demosntrando-se assim que é a contenção destes custos e não a precarização das relações laborais que garante o aumento da competitividade.
A visita à NORMAX, fábrica de vidros científicos com cerca de cem trabalhadores, que foi fundada na Marinha Grande há cerca de 50 anos e que exporta cerca de 80% da sua produção industrial, permitiu confirmar muitos dos problemas e dificuldades que continuam a afetar as micro e pequenas empresas em Portugal e que o PCP há muito identificou. Os custos inaceitáveis de energia, (está a pagar em 2012 mais 18,5% pelo gás natural), a falta de apoio à internacionalização e aos atrasos recorrentes nos pagamentos do QREN, e a obrigação de entregar o IVA correspondente a faturas que o Estado continua a não liquidar (e que no caso totalizam mais de 1,6 milhões de euros) – isto é, a não implementação do regime do IVA de “caixa” que o PCP há muito propõe contra o voto das sucessivas maiorias e que o atual Governo anda há quase um ano a prometer – são fatores que, a par das dificuldades de acesso a condições aceitáveis de crédito, contribuem para a asfixia das micro, pequenas e médias em Portugal e estão na base de milhares de falências e do dramático aumento do desemprego.
Sobre problema das rendas/lucros excessivos das principais empresas electroprodutoras (EDP, IBERDROLA, ENDESA, etc) o PCP tomará as iniciativas parlamentares necessárias que assegurem uma efectiva baixa da factura de electricidade para consumidores domésticos e pequenas empresas. Não só devem ser devolvidas as rendas excessivas cobradas até 2011 (cerca de 1 500 milhões de euros) como devem ser eliminadas as previstas de2012 a 2020 (cerca de 2 500 milhões). No mesmo sentido, continuaremos a intervir, para redução das tarifas de gás natural, de tão relevante importância para a competitividade de muitas das empresas instaladas neste distrito. Iremos ainda requerer a presença do secretário de Estado da Energia para o esclarecimento destas questões.
Dos encontros e visitas realizadas vimos reforçadas as nossas preocupações com a taxa do IVA da restauração a 23%, com o anúncio do encerramento de muitos restaurantes, cafés e outras pequenas empresas do ramo e a correspondente perda de postos de trabalho. Razão para que o GP vá propor o imediato agendamento do seu Projecto de lei.
O GP do PCP apresentará também nos próximos dias um PJR recomendando ao Governo um “programa de emergência para a construção civil e obras públicas. Só no distrito de Leiria desapareceram, de Setembro de 2011 a Março de 2012, 900 postos de trabalho.
Tendo em conta que o país enfrenta um brutal aumento do número de trabalhadores desempregados e tendo em conta que, dos mais de 1 milhão e 200 mil desempregados, apenas cerca de 350 mil trabalhadores recebem subsídio de desemprego, o PCP, no âmbito do processo de apreciação parlamentar ainda em discussão na Assembleia da República, apresentou propostas que visam corrigir as nefastas alterações do regime do subsídio de desemprego introduzidas pelo Governo PSD/CDS. Na verdade, entre as propostas que o PCP apresentou, importa destacar a eliminação dos artigos que reduzem o prazo de atribuição. Numa altura em que o desemprego alastra de forma dramática reduzir o prazo de atribuição do subsídio de desemprego é inaceitável e terá gravíssimas consequências sociais. O PCP reafirma a necessidade de melhorar as regras de atribuição do subsídio de desemprego e não deixará de responsabilizar PSD e CDS por agravar ainda mais as condições de vida dos trabalhadores desempregados.
A perda da habitação é hoje um dos maiores dramas e uma das maiores ameaças para muitos milhares de famílias, com o aumento do desemprego, dos salários em atraso, com o roubo de salários e de pensões.
Nesta situação é indispensável tomar medidas que tenham como prioridade e objetivo principal a manutenção das casas, evitando situações ainda mais dramáticas. É por isso que vamos apresentar um projeto de lei que consagre a possibilidade de recorrer a uma moratória parcial ou total do pagamento das prestações da casa, nos casos de desemprego ou quebra acentuada do rendimento, sem necessidade de acordo do banco e sem alteração das condições do contrato. Essa possibilidade deve também poder ser aplicada aos fiadores em condições idênticas.
Por outro lado é preciso travar os escandalosos agravamentos de condições do contrato, nomeadamente do spread, decididos de forma unilateral pela banca, em casos como os de separação ou divórcio, ou de fim da domiciliação de conta ordenado (por vezes até causada por entrada no desemprego), ou de cessação de um seguro de vida ou outro produto financeiro.
Naturalmente se em último caso houver ainda entrega da casa ao banco, isso deve ser suficiente para saldar a dívida.
A visita à CERCI Peniche permitiu compreender a ampla intervenção que aquela instituição desenvolve, não só dando resposta às necessidades das pessoas com deficiência mas também no quadro mais alargado da intervenção social que assumem junto de outros jovens e adultos, nomeadamente nas áreas do emprego e da formação.
As preocupações que nos foram transmitidas quanto à necessidade de definição atempada de critérios de financiamento adequados às responsabilidades que assumem, bem como a instabilidade e a incerteza que marcam a gestão dos fundos do QREN, o futuro dos Centros Novas Oportunidades ou o Ensino Especial confirmam uma vez mais os prejuízos causados pela política do atual.
A situação que se vive na Escola Pública, como se comprovou na EB23 de Marrazes, de degradação da qualidade do ensino com a imposição de mega-agrupamentos e de uma reorganização curricular - com a perspectiva de redução de 25 mil professores colocados e a carência grave de funcionários não docentes – está a criar uma enorme instabilidade e indefinição em torno do início do próximo ano lectivo. Assim, o Grupo Parlamentar do PCP irá propor um Debate Temático na Assembleia da República, com a presença do Governo para confrontar o Ministério da Educação e Ciência e o Governo com as consequências da sua política de direita. A aplicação da política do Pacto de Agressão visa assim a destruição da Escola Pública, construção de décadas do povo português.
No encontro com a direção da cooperativa de consumo – CoopPovo –, importante estrutura na garantia do acesso a bens essenciais e em que, ao contrário dos grandes grupos da distribuição, predominam os vínculos efetivos, fomos confrontados com os efeitos da crise e da concentração monopolista no sector da grande distribuição.
A grande dependência dos grandes grupos da grande distribuição tem vindo a fragilizar a generalidade dos fornecedores, tanto dos pequenos e médios produtores agrícolas e das pescas, como de indústrias de maior dimensão dependentes destes canais de distribuição para venderem as suas produções.
A perda do poder de compra reflete-se na menor frequência de avios pelos consumidores e em alterações de hábitos de consumo, nomeadamente através do regresso a atividades agrícolas de subsistência.
Realizámos encontros com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON) e com a Comissão de Utentes do CHON sobre as questões de saúde que afetam os utentes do Distrito de Leiria.
O CHON confronta-se desde há anos com o subfinanciamento, que associado à aplicação da lei dos compromissos, poderá conduzir à paralisia da atividade hospitalar. À carência de profissionais, junta-se a impossibilidade de os contratar com vínculo à função pública, (atualmente cerca de 120 profissionais de saúde contratados através de empresas de trabalho temporário, com custos muito superiores para o Estado). De 2009 a 2011 registou-se uma redução de 2,1% nas consultas externas, 1,8% nos episódios de urgência e diminuição do número de camas de 243 para 201.
A perspetiva de reorganização hospitalar na Região Oeste, proposta pelo Ministério da Saúde significa para a população a perda de cuidados hospitalares diferenciados, colocando em causa o acesso à saúde. Propõem-se centralizar as urgências médico-cirúrgicas no Hospital das Caldas da Rainha, encerrar as urgências básicas nos Hospitais de Peniche e Alcobaça e desclassificar as do Hospital de Torres Vedras para urgências básicas, retirar ao Hospital das Caldas da Rainha várias valências (cirurgia geral, otorrino e ortopedia). A realidade demonstra que os critérios subjacentes a esta proposta são de natureza economicista, reduzindo e concentrando serviços e valências, sem que isso corresponda a uma melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados.
A reorganização hospitalar aponta ainda o eventual encerramento ou a privatização do Hospital Termal Rainha D. Leonor, único a nível nacional no Serviço Nacional De Saúde com estas especificidades, tendo uma água mineral singular, adequada para tratamentos de reumatologia e de doenças respiratórias e que já teve no passado mais de 8 mil utentes por ano. Este Hospital Termal tem um papel determinante ao nível dos cuidados de saúde, mas também ao nível do desenvolvimento económico e criação de emprego no Distrito. A sua manutenção no SNS é totalmente sustentável.
Manifestamos o nosso total desacordo a esta proposta e apresentaremos um Projeto de Resolução que rejeite e impeça a reorganização hospitalar da Região Oeste, porque constitui uma redução da capacidade das unidades hospitalares desta Região, pondo em causa a prestação dos cuidados de saúde de qualidade que as populações necessitam.
Estas Jornadas Parlamentares incluíram ainda um encontro com a Comissão de Utentes da Linha do Oeste, reafirmando o caráter indispensável da defesa desta via estruturante para a região e para a rede ferroviária nacional. Pouco tempo depois das resoluções que PSD e CDS fizeram aprovar na AR em defesa da linha, o Governo apontou a perspetiva de encerramento da ligação entre as Caldas da Rainha e a Figueira da Foz, e quer agora impor essa decisão, favorecendo interesses ligados à camionagem e aos operadores privados de transporte.
Sendo a luta das populações, utentes e trabalhadores do caminho-de-ferro, e a intervenção das estruturas locais e regionais e do poder local, elementos decisivos para o futuro desta linha, o PCP continuará a intervir na AR em defesa da ferrovia e do serviço público – e apresentará um Projeto de Resolução, para que sejam tomadas medidas imediatas para a melhoria do seu funcionamento, e pela concretização das medidas estruturais há tanto tempo adiadas para a modernização da linha, aliás apontadas no Plano de Ação do Oeste, há anos aprovado pelo Poder Central.
A Câmara Municipal de Peniche, assumindo o mar como o principal recurso do concelho, elege como prioridades de desenvolvimento concelhio a defesa e o apoio à indústria de construção e reparação naval e à indústria conserveira, assim como o reordenamento da bacia portuária e a construção de uma marina urbana, ao que acresce, como polo de atração turística a desenvolver, o Forte de Peniche, preservando a memória da resistência e da luta contra ao fascismo. A Câmara Municipal e as populações mantêm-se firmes na defesa da continuidade do Hospital de Peniche e na manutenção do serviço de urgência básica, assim como na recusa de criação de mega agrupamentos de escolas do concelho.
Peniche, tal como os demais municípios do País, debate-se com sérios problemas financeiros, resultantes de sucessivas reduções das transferências do Orçamento do Estado, da imposição da Lei dos Compromissos e, mais recentemente, da decisão governamental de cativar 5% das receitas do IMI, a pretexto das despesas associadas à operação de atualização do valor patrimonial dos imóveis que é uma responsabilidade da Administração Central. O Governo pretende arrecadar cerca de 130 milhões de euros à custa das autarquias, mesmo quando a Lei das Finanças Locais estabelece que o IMI é uma receita municipal e quando os próprios meios e recursos municipais são usados neste processo.
Neste sentido, o PCP irá avançar com uma iniciativa legislativa que garanta a devolução aos municípios a totalidade das receitas do IMI, impossibilitando a retenção dos 5%, repondo o IMI como receita municipal.
Tal como o PCP alertou reiteradamente, o processo de desligamento da rede de emissão analógica de televisão, no quadro da introdução da TDT em Portugal, está a prejudicar de forma muito grave o interesse público e a vida concreta das populações. No Distrito de Leiria e por todo o país, estão a ser sacrificadas as condições de vida das pessoas, em particular das camadas mais desfavorecidas, mais isoladas, principalmente os mais idosos.
São inúmeros os retransmissores que serviam as populações com qualidade e que foram pura e simplesmente desligados. São demasiados os casos dos concelhos onde, em todo o seu território ou na sua grande maioria, nenhuma alternativa existe senão o acesso à televisão por satélite – à semelhança do que sucede nas zonas mais remotas do planeta! Em muitas áreas supostamente cobertas, não é possível captar a TDT ou que em condições meteorológicas adversas o sinal cai completamente.
Este processo tem sido condicionado e orientado, não pela defesa do bem público, mas sim pela defesa de interesses privados de grandes grupos económicos, nomeadamente das operadoras de telecomunicações e em particular da PT. É urgente inverter esta situação, e defender o interesse das populações neste processo.
Tal como o PCP tem sublinhado, a TDT tem que significar mais serviço público e não menos. É imperioso que sejam integrados na plataforma da TDT os diversos canais da RTP, que estão previstos na concessão de Serviço Público de Televisão e que devem ser acessíveis a todos os cidadãos em sinal aberto e sem condicionamentos.
A visita ao Mosteiro de Alcobaça, Património Mundial, tornou bem claro o subfinanciamento nos setores das políticas culturais e do património do atual e dos anteriores governos.
Com a perspetiva inicial de quatro milhões de euros e projetos de intervenção aprovados pelo IGESPAR o Mosteiro de Alcobaça, mantendo ainda devoluto cerca de dois terços do seu espaço e com um enorme e valioso património em reserva e obras interrompidas, enfrenta agora a incerteza de ter visto suspenso o financiamento a partir do QREN, colocando em risco todo um conjunto de investimento essenciais. Assim é imperioso que as verbas já assumidas sejam de imediato desbloqueadas, tal como o é estabelecer as necessárias articulações entres diversas entidades para garantir a salvaguarda daquela importante peça do património nacional e mundial.
Com o Teatro da Rainha comprovámos a sua situação de profunda instabilidade, por força da censura financeira que o Governo vem aplicando à criação artística. Os cortes atingem já os 38% do valor inicial contratado (23% no anterior Governo e 15% no actual), fazendo com que os apoios se encontrem abaixo dos de há duas décadas atrás. Acresce a limitação do acesso ao QREN, a desadequação dos prazos das transferências e a sua intermitência, a indefinição quanto a concursos futuros, colocando esta companhia de repertório na contingência de suspender a sua atividade.
O PCP propôs já várias vezes durante a presente legislatura a reposição dos apoios retirados ilegitimamente às estruturas de criação artística e a clarificação e anúncio dos concursos de apoio às artes. Até aqui, PSD e CDS, rejeitaram sempre essas propostas.
Todavia, a insistência neste rumo de uma política cultural minimalista, subordinada apenas aos ditames do mercado do entretenimento, levará à rutura de muitas companhias e estruturas, traduzindo-se numa verdadeira supressão da liberdade criativa e do acesso às artes e à cultura.



Tu és um caso da vida real,
detestas andar em manada!

Tens valores,nenhum é material,
e o que te mostram, é só fachada!

Tens de te mostrar, tens de por a mão no ar!
porque o que tens é tão pouco!

Para alguns, vasta-lhes ter o veneno a render,
mas tu queres mais do que um osso!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM, JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM, JÁ FOSTE!

Para e pensa, no que vais fazer!
só te respeitam, pelo risco ao lado!

Andam de jipe, pelo alcatrão,
mas por fortunas vão a nado!

Tens de te mostrar, tens de por a mão no ar,
porque o que tens é tão pouco!

Pra alguns vasta-lhes ter, o veneno a render,
mas tu queres mais do que um osso!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM, JÁ FOSTE!

Gentinha assim, não lembra a ninguém,
mas ouve alguém que não se esqueceu de ti!

Pos-se onde tu não és tido nem achado!
pos-se aaaqui !!!...


JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE, ACHO QUE JÁ FOSTE,ALGO MAIS, JÁ FOSTE ,CÁ PRA MIM JÁ FOSTE!

JÁ FOSTE !!!!

domingo, 20 de maio de 2012

Por/para quê?






Por vezes fico a pensar para que  mantenho eu um blog...
Sempre fui um utilizador mais profícuo de outros sites sociais, mas aqui no entanto sinto que sempre partilhei algo mais de mim, de  diferente para além do que quero partilhar em outros locais...
Hoje sinto mais aquela curiosidade em saber se alguém realmente me lê, seja neste blog, em outro, conheça-me por este ou por qualquer outro Nick/Nome Virtual...

Dêem lá um sinal de vida para eu não pensar que ando sozinho aqui neste blog.:)


Para banda sonora, fica uma canção...não de arrependimento, aos meus ouvidos!



Devia ter amado mais

Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado

As pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria
E a dor que traz no coração...

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos
Com problemas pequenos
Ter morrido de amor...

Queria ter aceitado

A vida como ela é
A cada um cabe alegrias
E a tristeza que vier...

O acaso vai me proteger

Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...(2x)

Devia ter complicado menos

Trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr...